O fim do emprego, mudanças na previdência social e seu futuro  (Para você) escrito em segunda 04 maio 2009 20:59

Mudanças no ambiente que afetam nosso futuro

 

Por Enio Willian

 

A crise financeira mundial vivida pelo mundo hoje está provocando muitas mudanças em vários aspectos no mercado e na sociedade.

Em termos de mercado, os setores mais afetados pela crise como as instituições financeiras, seguradoras estão sofrendo uma forte regulamentação em decorrência de decisões de alto risco assumido e de gestão fraudulentas em alguns casos. Outros setores como o automobilístico estão recebendo ajudas milionárias do governo em troca de uma reestruturação em sua gestão. O fato é que a forma como as empresas vem gerindo suas atividades e a forma como a sociedade vê o consumo precisam ser mudadas, caso contrário, a situação vivida pode se tornar insustentável no médio e longo prazo.

Crises provocam mudanças, algumas temporárias e outras permanentes e podem trazer uma nova configuração para o mercado. O fato é que as mudanças ocorrem o tempo todo no mundo, seja em época de crise ou em momentos de abundante crescimento e afeta as empresas, as pessoas assim como todo o ambiente.

Em termos de sociedade, as pessoas estão enfrentando novamente o desemprego. Mas, o emprego, da forma como ele é visto até hoje, vem sofrendo mudanças desde o final do século passado. Até então, ele foi visto como uma forma de trabalho com carteira assinada entre o empregador (a empresa) e o empregado, onde o trabalhador tinha assegurado todos os seus direitos previstos na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). Entre esses direitos, pode-se citar o décimo terceiro salário, jornada máxima de até 40 horas semanais, direito a licença maternidade, seguro desemprego dentre vários outros direitos garantidos por lei. Com o advento da globalização que eliminou as barreiras geográficas entre os países, as empresas passaram a competir de forma global, isto é, a competir com outras empresas de outros países. As organizações estão se reestruturando a cada dia no sentido de se tornarem mais enxutas e competitivas. Muitas delas estão terceirizando algumas áreas internas que não agregam valor para seus clientes, eliminando cargos desnecessários, robotizando e informatizando alguns setores produtivos, etc. Tudo isso promove mudanças significativas no ambiente interno e externo das empresas, principalmente no mercado de trabalho e afeta diretamente as pessoas. O vínculo empregatício e as relações de trabalho estão sofrendo alterações. O emprego da forma com tem sido visto está desaparecendo.

O objetivo deste texto não é abordar as causas do fim do emprego nem tão pouco explicar com propriedade sobre esse assunto específico. Creio existir diversas fontes que tratam desse tema com mais profundidade. O objetivo aqui é alertar dizendo que hoje o trabalhador é o responsável pela gestão da sua própria carreira. Outra mudança refere-se à Previdência Social. Ano após ano o governo altera as regras para um cidadão se aposentar no Brasil. Com a melhora da expectativa de vida da população, as pessoas estão vivendo mais e melhor e o gasto da Previdência vem aumentando anualmente, afinal, uma grande parte da população se aposentava com idade inferior a 60 anos e desfrutava da aposentadoria por muitos anos. As novas alterações vieram no sentido de encurtar o tempo das pessoas de desfrutarem desse benefício. Hoje, para alguém se aposentar, é necessário possuir um período mínimo de contribuição equivalente a 30 anos e ter idade mínima de 60 anos (para as mulheres e 65 anos para os homens). Sempre que a qualidade de vida de uma população melhora, a previdência é afetada e o governo precisa criar mecanismos para que ela não quebre.

O ambiente vem mudando numa velocidade cada vez mais rápida e de forma imprevisível. O que não significa que o trabalho acabou. Trabalho existe, principalmente os de alta qualificação, mas o emprego sim está desaparecendo do mercado.

Aqueles que estão esperando se aposentar apenas por meio da previdência pública correm sérios riscos de verem seus rendimentos caírem e seu padrão de vida despencarem no futuro e de demorarem em conquistar esse direito devido à alta burocracia nesse setor.

Administrar a vida pessoal também é planejar o futuro, principalmente no sentido de criar mecanismos de se manter o mesmo padrão de vida quando já não for mais possível trabalhar. Muitos trabalhadores vivem durante anos com um nível de consumo quando estão na ativa e, de repente, vêem seu padrão de vida caindo ao se aposentarem em razão da queda do valor da aposentadoria ou do congelamento dos benefícios aos aposentados. Digo mais, não se trata de se aposentar e não fazer mais nada na vida. Trata-se de alcançar independência financeira de modo a continuar trabalhando, mas não depender mais dos rendimentos do seu trabalho para continuar sobrevivendo com qualidade de vida. Para isso, existem os planos de previdência privada como uma alternativa de planejar a sua própria aposentadoria e garantir uma vida mais tranqüila no futuro. Outra forma é você mesmo construir sua aposentadoria através de um investimento de longo prazo fazendo com que o dinheiro trabalhe a seu favor ao longo do tempo até formar um patrimônio consistente. Existem várias formas de se fazer isso, mas o mais importante é construir esse montante. Esse montante será considerado suficiente quando os rendimentos gerados por ele forem capazes de te manter no futuro com o padrão de vida na qual deseja hoje.

Você já pensou nisso alguma vez ? Como você pretende viver seus dias quando chegar a uma idade que não puder mais trabalhar para garantir seu sustento e da sua família ? Como você manterá seu padrão de vida de forma digna quando não conseguir mais um emprego com todos os direitos de que dispõe hoje ? Essa são algumas reflexões que gostaria que você pensasse a partir de agora. Quanto mais cedo você começar a construir seu futuro, melhor será.

Para terminar esse texto, deixo um pensamento muito interessante que diz:

 

Se aproveitares bem o dia de hoje, dependerá menos do de amanhã.

 

Um forte abraço a todos.

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Crise financeira mundial: o que fazer agora ?  (Finanças Pessoais) escrito em quinta 26 fevereiro 2009 19:36

Como agir e lidar diante do momento atual da crise financeira

 

Por: Enio Willian

 

 

A crise financeira mundial e seus reflexos

 

A crise iniciada nos EUA, no setor imobiliário, se estendeu para a área financeira e se alastrou para o mundo. Com isso, vários países sofrem esse efeito que adquiriu dimensões gigantescas provocando quebras de vários bancos norte americano. O certo é que os países vivem uma grande crise financeira mundial. São os efeitos da globalização. A interdependência entre as economias faz com que crises deixem de ser isoladas e tomem proporções que extrapolam os limites territoriais de um país. Tão certo como as crises afetam outras nações, também afetam os indivíduos. Muitos americanos estão altamente endividados em decorrência desse efeito que já se tornou global.

No Brasil, vários setores já sentem também esses efeitos. O dinheiro ficou mais escasso e, consequentemente, mais caro para as pessoas e empresas.

 

Os reflexos no orçamento familiar

 

Em momentos como esse, é preciso ter muitos cuidados, principalmente porque ainda não sabemos que dimensões ela ainda pode alcançar e quais outras surpresas podem vir. É preciso ter cautela também no orçamento doméstico, nos gastos familiares, ou seja, nas finanças pessoais, pois crises internacionais também afetam as famílias. Estudos mostram que muitas pessoas ainda não têm conhecimento sobre orçamento doméstico, sentem dificuldades para controlar seus gastos. Muitos sequer sabem fazer um simples planejamento financeiro. Os jovens tem sido a maioria. A sedução pelas propagandas e o forte apelo ao consumo exagerado fazem com que muitos adolescentes iniciem a juventude já endividados. Uma das principais causas desse endividamento é o uso inadequado do cartão de crédito e a falta de educação financeira. Quando chegam crises como essas, muitos se vêem perdidos e sem saber o que fazer.

 

 

Lidando com isso

 

Uma boa administração do orçamento doméstico é vital em qualquer tempo, mas em momentos de crises como essa, é recomendável evitar a contração de empréstimos e financiamentos porque os juros são altos. O momento atual é de cautela e de decisões conservadoras. O Brasil possui a maior taxa de juros do mundo, perdendo apenas para a Turquia. O acesso ao crédito está melhorando, mas o dinheiro ainda continua escasso. Conseguir crédito agora é mais complicado e pode comprometer toda a estrutura financeira de uma família inteira. Em casos de necessidade, é preciso se planejar muito bem para não perder o controle financeiro. O consumidor deve pesquisar, dentre as instituições financeiras, aquelas que oferecem a menor taxa de juros. Mas, em qualquer situação, não é recomendável comprometer mais que 30% da renda com financiamentos ou compras parceladas, principalmente aquelas de longo prazo. O aconselhável é comprar aquilo que seja realmente necessário e fazê-lo a vista ou com a menor taxa de juros possível. Para isso, é preciso uma mudança de hábitos, de comportamento, na maneira de lidar com o dinheiro. Enfim, uma reeducação financeira.

Sair das armadilhas do mau uso cartão de crédito não é tão difícil assim. Em primeiro lugar, evite sair com ele porque assim, o impulso por comprar coisas desnecessárias são diminuídos. Se a pessoa vai numa consulta médica, por exemplo, não há necessidade de se carregar um cartão de crédito ou talões de cheques. Isso evita compras sem necessidade e transtornos em situações de perda ou roubos. Depois, evite pagar o valor mínimo da fatura e use esse instrumento apenas em casos considerados urgentes e necessários.

Em segundo lugar, em caso de uso, prefira usá-lo na opção “débito”, onde o valor da compra é debitado na conta bancária do cliente em tempo real. Com isso, evita-se que juros sejam embutidos na operação. Desse modo, a compra só é efetivada se a pessoa já tiver uma pequena poupança disponível em conta.

Para aqueles que possuem dívidas, o correto é procurar quitá-las o mais rápido possível. Em primeiro lugar, é preciso pagar as dívidas que contém juros embutidos tais como as faturas do cartão de crédito e o cheque especial, onde as taxas são altas, dentre outros. Evite contrair outro empréstimo para quitar dívidas de empréstimos efetuados anteriormente. As taxas de juros podem ser maiores do que a da dívida atual. Só é recomendável esse tipo de estratégia quando a taxa de juros do novo empréstimo for menor do que a do empréstimo anterior na qual se pretende eliminar e o número de parcelas devem ser reduzidos.

 

Aproveitando a crise para investir

 

O momento agora é destinar o dinheiro que sobra no final do mês para investimentos e não para ampliar ainda mais o consumo. Se não sobra dinheiro para uma poupança, então algo está errado e precisa ser ajustado. Com juros altos praticados na economia, sobe também os juros de algumas aplicações financeiras de renda fixa. É uma boa alternativa para quem deseja aproveitar os momentos de juros altos na economia. A taxa básica de juros (a SELIC) é usada tanto como referência para os empréstimos e financiamentos como também para a remuneração de algumas aplicações financeiras. Algumas opções são os CDBs, e os títulos do governo considerados de menor risco.

 

Para quem não quer correr riscos

 

Se seu perfil é conservador, daqueles que não estão dispostos a correr muitos riscos, investimentos em renda fixa são ótimas opções. É recomendado destinar, no mínimo, 10% da renda para a formação de uma poupança. Não se pode gastar tudo o que se ganha, pois assim, a pessoa fica sem nenhuma proteção contra imprevistos.

Para aqueles que tem ganho equivalente a R$ 1000,00 por mês por exemplo, uma boa recomendação seria poupar algo em torno de R$ 100,00 mensais. Se os objetivos dessa poupança for para serem usados em períodos inferiores a dois anos, aplicações em Renda Fixa são boas opções de investimento. Para uma aplicação com rendimento líquido de 0,8% ao mês, em dois anos, o montante será igual a R$ 2655,39. Se esse prazo fosse estendido para cinco anos, considerando as mesmas taxas de juros mensais, o valor total seria de R$ 7723,69. Ou seja, R$ 1723,69 seriam ganhos apenas com os juros dessa aplicação.

Para aqueles que conseguem poupar R$ 150,00 mensais, poderiam acumular R$ 11585,53 nos mesmos cinco anos. Nesse caso, os juros seriam responsáveis por R$ 2585,53 do total acumulado. Uma pequena diferença nos valores dos depósitos e o prazo resultam em diferentes saldos. Os mesmos R$ 150,00 aplicados na Caderneta de Poupança, a uma taxa de 0,65% resultaria num montante total de R$ 11035,53 em cinco anos.

O consumo responsável deve ser mantido para a boa manutenção familiar, mas o consumismo precisa ser evitado. Por outro lado, a poupança deve ser estimulada. Muitos ainda não têm o hábito de poupar e outros o fazem esporadicamente. O correto é adquirir esse hábito, e fazê-lo de forma regular, ainda que com pequenas quantias mensais.

 

Aplicações em renda variável

 

Para aqueles que possuem objetivos de longo prazo, o mercado de ações pode ser uma alternativa bastante interessante para se investir. Primeiro, porque a rentabilidade dessa aplicação tende a ser superior as demais, se analisadas no longo prazo e, segundo, porque os preços dos principais papéis negociados na Bolsa de Valores de São Paulo (a BOVESPA) estão subvalorizados. Ou seja, eles estão muito baratos agora e podem se valorizar muito nos próximos meses ou anos. Mas, podem não apresentar o resultado desejado. Por isso, é necessário muita calma para colher os bons frutos nesse tipo de mercado. Para quem dispõe de pouco recursos, uma opção são os fundos de investimentos que administram essas aplicações para você.

Em 2007, quando a crise financeira mundial não despontava no Brasil, a rentabilidade média de alguns fundos de investimentos em ações alcançou 30% a 40% no ano. As ações da Petrobrás e da Companhia Vale do Rio Doce valorizaram mais de 85% em 2007. Algo incomum. Hoje, com os papéis em forte baixa, os preços têm altas chances de subirem novamente. O rendimento médio para os próximos dois anos tendem a ficar em torno de 25% a 30% considerando o Índice Bovespa. Mas, como se trata de aplicações de renda variável, não é possível se fazer nenhuma afirmação quanto à rentabilidade. Mas, o histórico de rendimentos do IBOVESPA tem mostrado bons resultados para aqueles que resolvem esperar com paciência.

Antes de optar por esse tipo de aplicação, monte uma reserva de emergência suficiente para cobrir as despesas básicas por um período de, no mínimo, seis meses.

 

 

Construindo uma reserva de emergência

 

Antes de sair por aí colocando seu dinheiro em qualquer tipo de aplicação financeira, é recomendável se atentar para algumas observações importantes. Em primeiro lugar, construa primeiro uma reserva de emergência até que ela seja suficiente para manter a pessoa por um período entre três a seis meses. Esse valor deve ficar em lugares considerados seguros como a Caderneta de Poupança por exemplo.

 

O momento atual é de bastante cautela e muito planejamento, mas também é um momento de oportunidades.

 

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Banco Central divulga as taxas de juros praticadas pelas instituições financeiras  (Assuntos Econômicos) escrito em sexta 06 fevereiro 2009 20:15

As taxas de juros praticadas no mercado hoje. O que isso tem a ver com você ?

 

Por Enio Willian

 

 

O Banco Central (o BACEN) divulgou nesta semana a relação das taxas de juros cobradas pelas instituições financeiras atuantes no país no período entre 20 a 26 de janeiro de 2009. Nessa relação, é possível conseguir muitos dados tais como as taxas de juros para a aquisição de bens, de veículos ou concessão de créditos, para pessoas físicas e jurídicas, dentre outros.

Analisando as taxas de juros cobradas para as pessoas físicas, podemos comentar algo a respeito, uma vez que isso afeta diretamente aos cidadãos que recorrem aos bancos e às financeiras em busca de crédito para diversas finalidades.

Na tabela a seguir, serão mostrados as taxas de juros, variando entre a mínima e a máxima, cobradas nas diferentes modalidades.  

Tabela 1: Relação resumida das taxas de juros cobradas pelas instituições financeiras para operações de crédito 

Tipo de crédito

Taxa mínima praticada

Taxa máxima praticada

Para crédito pessoal

1,00 % ao mês

25% ao mês

Para cheque especial

1,81 % ao mês

10,13 % ao mês

Para aquisição de veículos

1,46 % ao mês

5,32 % ao mês

Para aquisição de bens

0,64 % ao mês

11,87 % ao mês

Fonte: elaboração do autor (adaptado)

 Antes de qualquer coisa, é preciso lembrar que o Brasil é o país com a maior taxa de juros do mundo. A taxa básica de juros (a SELIC) está em torno de 11 % a 12,5% ao ano enquanto outros países possuem taxas bem abaixo desse nível. Na atual crise que vive o mundo, os EUA fixou sua taxa de juros em 0,25% ao ano, o Japão em 0,1% ao ano, o Banco Central Europeu em 2% ao ano. No Brasil, alguns prevêem que essa taxa feche o ano de 2009 abaixo de 10%. Ou seja, mesmo em estimativas otimistas, ela ainda é considerada altíssima se comparada com outros países.

 

Analisando os dados...

 

 Analisando a tabela acima, é possível perceber alguns pontos importantes que merece ser comentados aqui.

Quando se observa a relação completa, nota-se que mais de 50% das instituições financeiras cobram taxas de até 3,9% ao ano para créditos pessoais enquanto que para o cheque especial, a maioria das instituições cobra taxas superiores a 7% ao ano. Ou seja, mesmo que a taxa máxima para crédito pessoal seja superior à taxa máxima do cheque especial, a maioria praticam taxas menores nos créditos pessoais do que no cheque especial. Outro ponto importante a ressaltar é que a maioria das instituições que cobram taxas acima de 10% para o crédito pessoal são bancos de pequeno e médio porte e financeiras.

Isso mostra que as altas taxas de juros, na maioria das vezes, estão concentradas nas financeiras e nos bancos de pequena expressão no Brasil. Conclusão: na hora de procurar crédito, evite essas instituições. Vale lembrar que um bom relacionamento com o banco também ajuda a reduzir essa taxa no momento da contratação de um empréstimo, caso venha realmente precisar dele.

No que diz respeito às taxas para a aquisição de veículos, é evidente que elas se mostraram as menores dentre todas as modalidades apresentadas aqui. Uma das explicações está no fato de que, ao financiar um veículo, o comprador está dando uma garantia ao banco, ou seja, o próprio veículo. Esse fato ajuda a reduzir a taxa para aquisição desse tipo de bem. Em outras palavras, você estará dando o próprio veículo como garantia em caso de possível inadimplência.

Outro fator importante encontra-se em quem está financiando o veículo. Nessa relação, a maioria das instituições que cobram taxas de até 1,9% são bancos das próprias montadoras de veículos. Por isso cobram taxas menores, porque o financiamento será para a aquisição de automóveis da própria montadora. Se for “leasing”, essa taxa pode diminuir ainda mais. Isso acontece porque em “leasing”, o veículo fica em nome do banco e só é transferido ao comprador quando o valor total for devidamente pago.

 

Então...

 

O fato é que o mundo vive hoje uma escassez de dinheiro em decorrência da crise mundial. Quem possui recursos está mais cauteloso agora. Por isso, a oferta de crédito no país e no mundo está um pouco retraída e mais caro. É recomendado muito cuidado no controle financeiro das famílias em geral. Um financiamento agora pode comprometer todo um orçamento familiar se não for feito com planejamento e controle.

Se mesmo assim, for necessário recorrer ao crédito, muito cuidado. Evite as financeiras que cobram taxas de juros mais elevadas. Se o objetivo for a aquisição de um veículo, procure os bancos das próprias montadoras. Mesmo em outros bancos comerciais, evite contrair financiamentos por longos períodos e dê o máximo que você puder de entrada. Quando a pessoa dá uma entrada, o valor financiado diminui e, consequentemente, a taxa será incidida sobre um capital menor. Você pagará menos juros.

Com taxas de juros em alta, uma boa poupança direcionada para uma boa aplicação tende a ser uma ótima idéia, uma vez que os rendimentos das aplicações financeiras tendem a aumentar também na medida em que a taxa básica de juros aumenta.

 

Essa relação completa pode ser encontrada acessando o site do Banco Central do Brasil.

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Planejamento financeiro: isso pode mudar a sua vida  (Finanças Pessoais) escrito em quinta 15 janeiro 2009 19:54

Começando a planejar o futuro

 

Por Enio Willian

 

 

Quantos de nós já paramos por um minuto sequer para planejar seriamente sobre o nosso futuro ? É bem verdade que alguns já se conscientizaram dessa importante tarefa e compreenderam os benefícios que um bom planejamento pode trazer. Mas, o que ainda se observa na maioria dos brasileiros, é exatamente o oposto. Muitos têm dificuldades de reservar uma hora de suas vidas para pensar e planejar de forma séria sobre o próprio futuro. A situação é ainda mais preocupante quando falamos em planejamento financeiro. O livre acesso aos meios de comunicação e a facilidade de acesso à informação tem despertado muitos para esse assunto tão importante, mas um grande número de jovens e adultos nunca fez nenhum tipo de planejamento financeiro e isso representa vários perigos.

Neste texto, não é objetivo principal ensinar detalhadamente os passos de um bom planejamento, mesmo porque, já o fiz em outro texto que também já publiquei aqui neste blog. O objetivo principal neste momento é abordar, de forma introdutória, a importância de se começar a pensar sobre o assunto.

Maximiano, em seu livro “Introdução à Administração” define planejamento como sendo a técnica ou o processo que serve para lidar com o futuro. O futuro é incerto (já afirmava Oscar Wilde), mas quando nos planejamos, estamos traçando algumas ações e caminhos que farão com que o futuro esteja a nosso favor. É preciso entender um fator importante: o futuro é inevitável e chegará para todos, para homens, mulheres, para aqueles que planejam e também para aqueles que nunca fizeram nada. A grande diferença consiste de que maneira iremos enfrentá-lo.

Existem dois grandes motivos que levam as pessoas a não planejarem suas vidas, principalmente na área financeira: a falta de conhecimento e falta de interesse. No passado, é mais provável que nossos avós não se atentaram para esse ponto por falta de informação sobre o assunto. Com a inflação alta e os preços dos produtos que subiam todos os dias, era quase que impossível se planejar em cenários assim. Hoje, com o avanço da tecnologia e com o aumento do fluxo de informações, a causa mais provável para a falta de planejamento por parte das pessoas está mais relacionada com o desinteresse mesmo decorrente dessa falta de hábito, embora muitos alegam a falta de tempo como principal motivo. Esse argumento não é válido porque o tempo é o mesmo para todos e alguns planejam suas vidas e outros não. A questão é falta de hábito e orientação mesmo. A verdade é que não somos educados para isso, salvo raras exceções, é claro.

Entretanto, é sempre bom lembrar que o rumo que damos ao nosso futuro depende, na maioria das vezes, das nossas escolhas hoje.

 

 

Afinal de contas, o que um planejamento pode fazer por você ?

 

Muito se fala sobre planejamento, mas o que ele pode fazer de real para as nossas vidas ? Na verdade, ele pode e deve ser aplicado em todas as áreas (seja na vida profissional, pessoal ou financeira). Nosso foco aqui é aplicá-lo nas finanças.

Um bom plano financeiro pode reduzir o tempo para a conquista de um sonho. Isso acontece porque passamos a concentrar nossos esforços em ações precisas. Nossas ações passam a ser direcionadas, tendo sempre um alvo como principal foco. Outro ponto importante é que ele nos ajuda a prevenir contra imprevistos. O certo é que, quando planejamos, estamos intervindo no futuro, isto é, estamos mudando o rumo da nossa história.

Quantas pessoas conhecemos que trabalharam uma vida inteira, ganharam dinheiro e hoje enfrentam dificuldades financeiras ? Quantas pessoas passou a maior parte do tempo correndo atrás do dinheiro, mas hoje, ao se aposentar, passam necessidades básicas ? A história poderia ter sido diferente se, desde jovens, elas tivessem recebido orientações sobre planejamento financeiro. Mas, se não podemos voltar atrás e começar um novo começo, podemos começar agora e construir um novo fim.

Por isso, gosto muito de um pensamento de um grande consultor financeiro chamado “Gustavo Cerbasi” que afirma que “um bom planejamento pode fazer por você mais do que 30 ou 40 anos de trabalho”.

 

 

Algumas observações importantes

 

Um bom planejamento pode fazer muito por nós e, como já dissemos, pode mudar o destino de uma pessoa. Porém, é importante ter em mente algumas verdades:

 

1.          Um planejamento não impede que imprevistos aconteçam, mas ele nos ajuda amenizar os seus impactos sobre o orçamento doméstico e sobre as nossas vidas;

 

2.          Um plano, por si só, nada pode fazer por nós. É necessário que ele seja implementado, ou seja, colocado em prática. É necessário ter disciplina e não abandoná-lo no meio do caminho;

 

3.          Um planejamento pode sofrer algumas mudanças de acordo com os objetivos de cada pessoa e de acordo com as mudanças do ambiente interno e externo. Em outras palavras, ele deve ter foco, mas precisa ser flexível quando necessário.

 

 

É importante não esquecer que Deus sempre desejou uma vida próspera ao homem. É prazer dEle que tenhamos uma vida feliz e repleta das bênçãos que Ele tem para nos dar. Uma das principais bênçãos Ele já nos deu: a inteligência.

Tudo o que precisamos fazer é usá-la da melhor maneira possível para planejar melhor a nossa vida. Afinal de contas, Deus também se agrada disso.

Um forte abraço a todos e até o próximo artigo.

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Alguns mitos sobre finanças pessoais  (Esclarecendo os fatos) escrito em quinta 27 novembro 2008 16:11

Desvendando alguns mitos dentro das finanças pessoais

 

Por: Enio Willian

 

Acredito que a grande maioria das pessoas já sabe que estamos enfrentando uma grande crise financeira de grandes proporções. Sempre que crises financeiras se apresentam diante de nós, torna-se comum alguns pensamentos do tipo “quando a situação do país melhorar vou começar a poupar dinheiro” ou “assim que a minha situação financeira melhorar vou começar a guardar dinheiro”. Na verdade são muitos os planos construídos pelas pessoas quando estas enfrentam momentos difíceis em suas finanças, muitas vezes pensados até com a melhor das intenções.

Mas, na verdade, muitos desses pensamentos e planos não passam de mitos e dificilmente se realizarão da maneira como eles foram elaborados. Aproveitando essa atual situação econômica em que o Brasil e o mundo vivem, selecionei alguns pensamentos errôneos que muitas pessoas pensam ser verdadeiros e procurei explicar os motivos pelos quais tais pensamentos são considerados mitos.

Selecionei apenas alguns mitos e equívocos cometidos por muitos, mas existem diversos outros pensamentos errôneos que devem ser esclarecidos às pessoas. Talvez sejam assuntos para outros artigos quem sabe.

O objetivo aqui não é destruir sonhos, mas pelo contrário, apresentar às pessoas algumas afirmações e os motivos pelos quais essas afirmações não dão certo.

Espero que este texto possa ajudar você a melhor refletir sobre seu futuro.

 

Vou esperar a situação econômica do Brasil melhorar para começar a poupar.

 

Quem espera a situação econômica do país ou do mundo melhorar para fazer alguma coisa nunca fará nada. Esse é um mito que muitos acreditam ser capaz de fazer. O problema é que esse momento nunca chegará. Vou explicar por quê.

Desde os tempos antigos, sempre houve dificuldades a serem enfrentadas. Momentos de crises sempre ocorreram durante o decorrer da história, sejam crises econômicas financeira, crises diplomáticas, etc. No período dos nossos avós, a situação já não era fácil. Nunca foi fácil para ninguém. Não podemos esperar o mundo melhorar para então fazermos alguma coisa. Não acredite que a situação vai melhorar agora ou no futuro. Não estou sendo pessimista, mas sim explicando que aqueles que acham que vão poupar apenas quando a situação do país melhorar, nunca fará nada. É uma realidade. Se quisermos mudar alguma coisa, temos que começar em nós mesmos. O futuro depende muito mais de nós do que de mudanças políticas ou econômicas. Infelizmente muitos não aceitam essa verdade e acabam frustrados. Muitas vezes traçamos planos maravilhosos e esperamos o momento ideal para realizá-los. Acontece que a nossa vida e o ambiente externo são muito dinâmicos. Sempre haverá algum tipo de impedimento ou empecilho (ou crises econômicas no país, no mundo) tentando nos impedir. Se quisermos fazer alguma coisa, temos que começar agora, já. Somos nós que temos que virar o rumo da nossa história.

 

Vou esperar receber aumento de salário para começar a poupar.

 

Esse é um outro grande engano que muitos ainda cometem. Se uma pessoa não tem o hábito de poupar e nunca desenvolveu isso antes, ela não fará isso apenas porque obteve um aumento no seu salário. A mudança deve começar dentro de cada um através de uma auto reflexão. É preciso ter uma reeducação financeira, isto é, mudança de atitudes com relação ao dinheiro e às finanças. Sem mudança de comportamento, nenhum aumento salarial será capaz de fazer uma pessoa poupar. Poupar vem do hábito e não do valor dos rendimentos da família ou do indivíduo. Geralmente, quando um trabalhador recebe um aumento no salário, ele acaba incorporando essa diferença nas despesas. Ao invés de poupar essa diferença ou parte dela, a maioria acaba aumentando seus gastos mensais. É claro que não são todos, mas são raras as exceções. A dica fundamental é começar a poupar agora, independente de quanto cada pessoa recebe. O segredo não é poupar uma grande quantidade de dinheiro de vez em quando, mesmo porque muitos não resistiriam à tentação. O segredo é poupar, ainda que pequenas quantidades, mas sempre. Se você obtém algum ganho (seja através do seu trabalho ou de mesada dos pais ou até mesmo da própria aposentadoria), a ordem é começar a poupar agora. Crie esse hábito aos poucos, no seu dia-a-dia. Comece poupando pequenas quantias e vai aumentado na medida em que isso for sendo possível, mas nunca pare de poupar. Faz bem para o bolso, para a mente e para o seu futuro.

 

Recebo R$ 500,00 e gasto R$ 500,00 por mês, logo está tudo certo.

 

Errado ! Um erro gravíssimo é gastar mais do que se ganha. É uma das primeiras regras da administração financeira. Outro erro tão grave quanto é gastar todo o salário. Não devemos fazer isso e também vou explicar o motivo.

Quando uma pessoa (ou família) gasta tudo aquilo que recebe, logo ela não terá dívidas, afinal de contas, ela não extrapolou o orçamento. Por outro lado, ela acabou com qualquer tipo de reserva financeira que ela poderia ter, entrando numa situação de alto risco. Quem vive assim, vive sem proteção nenhuma e qualquer mudança ou alteração no ambiente interno provocará um desequilíbrio no orçamento. Quem gasta tudo o que ganha está totalmente desprotegido contra eventuais situações de emergência ou fica impedido de aproveitar boas oportunidades. Imagine um copo cheio de água. Ele não está derramando, mas qualquer alteração no ambiente ou qualquer toque fará com que ele comece a derramar parte dessa água. É uma situação muito instável. Portanto, não podemos gastar tudo o que ganhamos, ainda que isso pareça algo inofensivo.

 

 

Vou esperar a minha situação melhorar para depois pensar em poupança e investimentos.

 

Já vou adiantando que, assim como nos dois primeiros casos, você não conseguirá poupar se decidir esperar sua situação financeira mudar. Aliás, sua situação pode mudar somente a partir do momento que decidir fazer alguma coisa. Nossa situação não mudará se nós mesmos não fizermos absolutamente nada. Em tempos de crises, poupar se torna quase que uma obrigação. Se nenhum tipo de poupança for feita agora, dificilmente será feita depois. Isso porque muitas pessoas não conseguem forças para fazê-lo no momento em que tudo estiver mais calmo e tranqüilo. Novos hábitos e comportamentos precisam ser construídos e isso leva meses ou anos.

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