Por Enio Willian
Como é de conhecimento geral, no mês de dezembro é comemorado o Natal. Como em todas as datas comemorativas, o apelo ao consumo é algo evidente nestas épocas. As empresas buscam aumentar o faturamento com o crescimento nas vendas e as pessoas, em sua maioria, compram produtos que muitas vezes não necessitam e acabam extrapolando os gastos e comprometendo o orçamento doméstico.
A questão aqui não é trazer julgamentos sobre o fato de comprar ou não comprar, e sim, identificar qual é o limite entre esses dois pontos. Não há nada de errado comprar chocolates na época da Páscoa, panetones no Natal nem dar presentes em todas as datas comemorativas. Porém, todas essas decisões de compra devem ser feitas com consciência e racionalidade.
Não faz sentido comprar algo apenas pelo fato de ser uma data comemorativa, em que o comércio investe mais em propaganda. Na visão das empresas que sobrevivem de vendas, todos os dias serão perfeitos para uma pessoa comprar um determinado produto, todos os dias terá uma promoção imperdível esperando por cada um de nós, sempre será lançado um produto novo no mercado na qual muitos acreditam que será impossível viver sem ele. As empresas precisam vender e elas farão o possível para convencer seu público alvo a comprar seus produtos e adquirir seus serviços.
O consumo consciente é saudável e deve ser praticado. No entanto, quando o consumo passa a não ter explicações lógicas e extrapola o orçamento familiar, a situação começa a preocupar. Corre-se sérios riscos de se cair no consumismo desenfreado. Muitos o chamam de "compras por impulso".
Então, o que fazer ?
Para que as pessoas tomem decisões inteligentes no dia-a-dia, são necessárias algumas atitudes práticas. Aqui vão algumas delas:
Primeiro, antes de realizar qualquer compra, faça as seguintes perguntas:
- 1) Por que estou comprando esta mercadoria ?
- 2) Eu realmente preciso deste produto ou deste serviço ?
- 3) O que ele vai acrescentar em minha vida ? Irá trazer benefícios ?
Feito esses questionamentos, a pessoa já reduz muito as chances de erros no momento da compra.
Por mais dolorido que possa parecer, não faria sentido lógico você comprar um produto na qual você não o usaria não é verdade ?
Agora vem o filtro final. Em segundo lugar, faça a seguinte análise: O valor deste produto ou serviço cabe dentro do orçamento doméstico tranquilamente ? Se não couber, a compra deverá ser adiada.
Mesmo se o produto que você deseja comprar for realmente importante para sua vida, não faça empréstimos para adquirí-la. Adie a compra, junte o valor necessário e compre à vista. Seu poder de barganha junto ao vendedor será muito maior e você poderá pedir descontos. Se você compra o produto (ou o serviço) parcelado, em outras palavras, seria a mesma coisa se você tivesse solicitado um empréstimo para comprá-lo. Afinal de contas, alguém está te concedendo crédito para que você compre de maneira parcelada e, para isso, cobrará juros de você, seja a loja ou o banco.
Uma compra parcelada somente se justifica quando seu uso for urgente (a compra de um medicamento quando alguém estiver doente por exemplo) ou quando essa compra gerar lucros para você maior que o valor das parcelas que você irá pagar, quando você compra um equipamento para trabalhar por exemplo. Em se tratando de compras em datas comemorativas, acredito que esses casos não se enquadram aqui. Portanto, compre somente aquilo que realmente for útil e se couber dentro do orçamento familiar, principalmente se a compra for para presentear alguém.
Mesmo em compras feitas por motivos de urgência, o adequado seria a família possuir uma reserva de emergência exclusivamente para atender suas necessidades em momentos onde não é possível esperar. Essa reserva, com certeza, evitaria muitas preocupações e dores de cabeça.
Que cada pessoa, a cada dia, possa tomar decisões inteligentes na hora de comprar e consumir qualquer produto ou serviço.
Boas compras e boa saúde financeira para todos.







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